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Segunda volta à vista na eleição intercalar em Nampula



OS resultados preliminares da eleição intercalar, decorrida ontem no município de Nampula, capital da província com o mesmo nome, indicam a possibilidade de uma segunda volta, pelo facto de até ao momento nenhum dos candidatos ter ultrapassado a fasquia de 50 por cento dos votos válidos.


 À medida que são divulgados os resultados das 401 assembleias de voto fica cada vez mais aparente que o candidato do partido Frelimo, Amisse Cololo, assume a liderança.

Contudo, o total dos votos dos dois candidatos da oposição, nomeadamente Paulo Vahanle, da Renamo e Carlos Saíde, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), supera o número de votos conquistados por Cololo.

Numa contagem tendo em conta os editais afixados nas assembleias de voto, até cerca das 05h00 da manhã de hoje tinham sido contabilizadas por jornalistas 300 mesas de voto das 401 montadas e os resultados eram os seguintes:

Amisse Cololo (Frelimo): 26.506 votos

Paulo Vahanle (Renamo): 22.476 votos

Carlos Saíde (MDM): 5.673 votos

Mário Albino (AMUSI): 2547 votos

Filomena Mutoropa (PAHUMO): 558 votos


Um observador eleitoral moçambicano contactado pela AIM, na manhã desta quinta-feira, disse que com 90 por cento das mesas de voto contabilizadas na contagem paralela feita pelos observadores, Cololo tinha 44,5 por cento dos votos; Vahanle 40 por cento e Saíde 10 por cento.

Estas percentagens permaneceram relativamente estáveis ao longo de toda a noite, sendo pouco provável que os resultados dos 10 por cento das mesas que ainda faltam contabilizar venham a alterar significativamente a contagem final.

Nas últimas eleições municipais de 2013, o MDM elegeu Mahamudo Amurane como edil de Nampula e ganhou a maioria absoluta na Assembleia Municipal daquela cidade.

Amurane viria a ser assassinado no dia 4 de Outubro de 2017 por indivíduos desconhecidos.

Em 2013, a Renamo boicotou as eleições, pelo que em todos os 53 municípios houve uma corrida de dois partidos, nomeadamente a Frelimo e o MDM, pois os restantes não conseguiram resultados expressivos. Isso acabou por inflacionar o apoio concedido ao MDM, já que aqueles que queriam votar contra a Frelimo não tinham outra opção senão votar no MDM.

Com o regresso da Renamo às eleições municipais, o voto do MDM acabou por sofrer uma erosão, expondo a cruel verdade pela qual Amurane ganhou em 2013: apenas porque a Renamo decidiu boicotar o exercício.

Tudo indica que deverá haver uma segunda volta, a ser disputada entre Cololo e Vahanle.

A participação na eleição parcial foi de cerca de 25 por cento, consideravelmente baixa, mas semelhante ao índice de adesão nas autárquicas de 2013 em Nampula.

(AIM)



Jornal Notícias

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