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Ex-presidente liberiana expulsa do seu partido



A formação política no poder na Libéria, Partido Unido, anunciou domingo que a Presidente da República, Ellen Johnson Sirleaf, não faz mais parte da organização.


O motivo da expulsão é a alegada decisão da Presidente de não apoiar o vice-Presidente cessante, Joseph Boakai, na corrida presidencial.


Ainda de acordo com o partido, Ellen Johnson Sirleaf terá realizado reuniões privadas com magistrados eleitorais antes da votação de 10 de Outubro.


O secretário-geral para a imprensa do Partido Unido, Mohammed Ali, disse que a Presidente foi expulsa por ter violado a constituição da organização.


Outros quatro oficiais do movimento político também foram expulsos, informou o Partido Unido num comunicado este domingo. ‘O comportamento dos membros expulsos constitui sabotagem e prejudica a existência do partido’, refere a declaração que anuncia a decisão tomada pelo comité executivo da organização na noite de sábado.


Um alto funcionário do gabinete de Sirleaf recusou-se a comentar a decisão. A Presidente e outros funcionários também não prestaram declarações.


Nas presidenciais, o ex-futebolista George Weah, que será empossado novo Chefe de Estado no fim deste mês, derrotou o vice-Presidente cessante Joseph Boakai, marcando a primeira transição democrática do poder na Libéria em mais de 70 anos.


Ellen Johnson Sirleaf estava impedida de concorrer à reeleição devido ao limite do mandato presidencial estabelecido pela Constituição.


Durante a campanha, veio à tona um desentendimento entre ela e Boakai. A Presidente, depois de afirmar que não apoiaria o candidato do seu partido, foi acusada pelo vice-Presidente de apoiar Weah na corrida presidencial.


Em 2011, Ellen Johnson Sirleaf ganhou o prémio Nobel da Paz por ajudar a garantir a paz após as guerras civis de 1989 a 2003. Mas seus críticos dizem que ela não fez o suficiente para reduzir a pobreza no país – uma tarefa ainda mais difícil depois da epidemia de Ébola, que matou milhares de liberianos entre os anos de 2014 e 2016.


O Governo de Sirleaf também enfrentou repetidas alegações de corrupção e nepotismo. A primeira mulher a ser Chefe de Estado em África nega as acusações. Entretanto, estas questões repercutiram nas últimas eleições.


Weah, que em 1995 tornou-se o único africano a ganhar o troféu FIFA World Player of the Year, agora enfrenta grandes expectativas da sociedade, principalmente da sua base de jovens apoiantes.


(AIM)


 



Jornal Notícias

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