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Formação de artistas de “palmo e meio”: “Dans’Artes” aposta na música e dança



A ASSOCIAÇÃO Cultural Dans’Artes vai continuar a manter o foco na formação de artistas de “palmo e meio”, com orientação para as expressões de dança e música.


Maria Helena Pinto, directora artística desta agremiação, reitera o compromisso da sua organização artística com a pequenada, realçando que, tal como vem acontecendo nos últimos anos, o “Dans’Artes” dará prioridade à formação de alunos das escolas que se encontram próximas da Vila Artística Dans’Artes, no distrito de Boane, na província de Maputo.


“A nossa associação vai continuar a apostar na formação de crianças e o enfoque da formação será a dança e a música. Tal como está preconizado no nosso programa de actividades, iremos às escolas primárias completas e secundárias de Djonasse, Nelson Mandela e do Instituto Armando Emílio Guebuza, onde há crianças oriundas das comunidades de Djonasse e Djuba. A nossa escola de artes também continuará aberta”, explica Maria Helena Pinto.


No ano passado, por exemplo, o “Dans’Artes” formou mais de 400 alunos em iniciação artística, dança e música, uma acção que contou com a prestação de 10 formadores e com a colaboração de vários técnicos de artes que cooperam com esta escola.


Ainda em 2017, arrancaram com o projecto de formação “Dança e Artes no Distrito”, cujo objectivo é levar as artes e a cultura às comunidades, isto feito dentro do espírito de que elas são um veículo e parte da formação e edificação do Homem.


E há perspectivas de no presente ano o programa “Dança e Artes no Distrito” prosseguir, até porque com este programa pretendem formar profissionais na área artística e cultural, olhando especificamente para a camada infanto-juvenil.


“Queremos também promover o desenvolvimento do sector das artes e da cultura nas comunidades, através da produção, criação artística e exibição de produção artística inter e multidisciplinar. Estamos também interessados em fomentar a preservação e transmissão da herança e do património cultural nacional tradicional através das danças tradicionais moçambicanas, ritmos e cantos locais, bem como na transmissão de conhecimentos, correntes artísticas modernas e universais”, comenta Maria Helena.


E na perspectiva da directora executiva da Associação Cultural Dans’Artes, dos sete aos 18 anos é a idade certa para ensinar técnicas e linhas estéticas do nosso país, mas também de outras realidades e culturas, pois isso vai oferecer aos formandos um conhecimento prático local e igualmente global, bem como favorecer mudanças comportamentais e transmitir valores morais, humanos e estéticos.


 



Sobre técnicas e expressões


O “DANS’ARTES” aposta nas danças tradicionais moçambicanas, como xigubo, niketche, semba, lipekwa, mutxongoyo, limbondo, nhambalo, xingomana, para além da dança moderna/contemporânea, street dance e a expressão corporal.


“O trabalho da dança concentra-se essencialmente na transmissão do património artístico e cultural moçambicano, sem descurar a aprendizagem de vocabulários e linguagens modernas, contemporâneas e internacionais”, frisa Maria Helena Pinto.


No que concerne ao trabalho de aprendizagem no domínio da música, o programa de formação focaliza a educação musical, solfejo básico, canto e ateliê de escrita para canto.


Anota que o enfoque nas danças locais vem responder à questão da preservação do próprio património cultural, rítmico e canções ligadas a estas danças e que constituem um acervo a ser passado às diferentes gerações de moçambicanos.


“Este legado vem valorizar o papel fundamental da nossa história e registo das nossas memórias artísticas e culturais locais e nacionais, pondo em destaque a questão do respeito e construção identitária permanente da nossa moçambicanidade”, diz.


Na componente da música, ela focaliza-se numa educação musical mais virada à intervenção social, ou seja, para o sentido e importância da comunidade, da escola, da saúde e dos valores humanos, cívicos e morais. “Trabalhamos com algumas músicas já existentes, como também incentivamos os alunos a escreverem letras ou composições, das quais se produzirão músicas, defendendo o princípio do conteúdo relacionado com os valores aqui preconizados”, diz.


No seu projecto, o “Dans’Artes” tem apoio da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA-UEM) e de professores de artes. Estão ainda os ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), da Cultura e Turismo, e a Cooperação Suíça.




Jornal Notícias

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