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Retirados da Fortaleza: Vendedores insatisfeitos com condições no Mercado Janet



VENDEDORAS de peixe que desenvolviam o seu negócio defronte da Fortaleza de Maputo, na baixa da cidade, queixam-se da falta de água e sistema de frio para a conservação do pescado no Mercado Janet, para onde foram transferidos.


A adaptação ao Mercado Janet, na Avenida Vladmir Lenine, onde estão há sensivelmente uma semana, não está a ser fácil para os comerciantes, que já desejam voltar à baixa, concretamente no cruzamento entre a Avenida Samora Machel e a Rua Ngungunhana.


Para não perderem clientela, os vendedores fixaram um cartaz no anterior local indicando o novo endereço. Contudo, consideram que a afluência dos compradores é inferior a que estavam acostumados.


“Não estamos a ter clientes e isso nos obriga a baixar o preço. Por exemplo, um quilo de camarão na baixa vendíamos a 2000, mas aqui baixamos para 1500”, disse Énia Maúte, que comercializava na baixa desde 2000.


No Janet, o “Notícias” constatou a existência de bancas vazias no sector do pescado. As vendedoras explicam que o cenário é devido à falta de motivação de alguns por não terem muitos compradores. Outros há que só começam o negócio no fim da tarde, tal como faziam na baixa da cidade.


Na manhã de ontem, ainda era visível a presença de agentes da Polícia Municipal a escassos metros da Fortaleza de Maputo, onde permanecem até ao cair da noite para desencorajar os que teimam em voltar ao local.


“Mesmo quando vamos comprar peixe para revender, a Polícia Municipal arranca os produtos”, queixou-se Alcinda Mulungo.


O porta-voz da Polícia Municipal, Joshua Lai, disse ao “Notícias” que os abrangidos foram avisados com antecedência para abandonar o local e que a medida é definitiva.


“A venda de pescado na via pública representava um atentado à saúde pública por causa das péssimas condições de conservação. O local exalava um cheiro nauseabundo, pois a água usada na limpeza do peixe era atirada à via pública. Isto dava um mau aspecto, pois a Fortaleza é um local histórico e turístico”, justificou.


No início da operação, na segunda-feira, a Polícia Municipal apreendeu 150 quilogramas de pescado diverso de vendedores que se recusavam a abandonar a zona.


 



Jornal Notícias

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