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Cabo Delgado – Manifestações armadas em Mocímboa da Praia: Justiça inicia interrogatórios



INICIA na próxima segunda-feira, em Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado, o primeiro interrogatório aos cidadãos actualmente detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) suspeitos de fazerem parte do grupo de indivíduos que no passado dia 5 de Outubro atacou e assaltou três unidades da PRM, onde, para além de ter matado dois agentes da corporação, apoderou-se de armas e munições.


A informação foi avançada esta quinta-feira, na cidade de Pemba, pelo procurador-chefe provincial de Cabo Delgado, Octávio Zilo, num encontro com jornalistas organizado pelo MISA-Moçambique em parceria com o Ministério de Administração Estatal, de capacitação sobre transparência na Administração Pública.


O magistrado não especificou o tipo de crime de que os detidos são acusados, nem precisou o seu número total, não obstante a insistência neste sentido, tendo apenas prometido fornecer mais detalhes sobre o assunto na segunda-feira.


Na ocasião, os jornalistas da Rádio Comunitária de Mocímboa da Praia, nomeadamente Juma Canira e João Nkapoka, denunciaram que estão a ser alvo de ameaças de morte feitas em formas de mensagens telefónicas por parte de desconhecidos, que os acusam de estar a veicular informações que desabonam o islão.


De referir que João Nkapoka, antes dos ataques armados do dia 5 de Outubro, fez uma reportagem que denunciava movimentações estranhas de homens que, segundo a sua fonte (um líder comunitário), estavam a ser treinados algures naquela vila municipal.


 “Um líder comunitário local denunciou isso e eu escrevi. A Polícia foi ao encontro do grupo e deteve uns que mais tarde libertou alegando falta de provas”, contou durante o encontro de quinta-feira.


Recorde-se que, na madrugada do dia 5 de Outubro, um grupo de homens armados em número não especificado e com objectivos até aqui desconhecidos atacou três unidades policiais do distrito de Mocímboa da Praia, designadamente o Comando Distrital, o quartel da Polícia de Protecção de Recursos Naturais e um Posto Controlo, estes últimos a cerca de 40 quilómetros da vila-sede.


Durante os ataques, os indivíduos mataram dois agentes da PRM e feriram um outro, para de seguida se apoderarem de armas, em número não especificado, e cerca de 8 mil munições de diversos calibres.


Cerca de uma semana depois, elementos que se supõe sejam do mesmo grupo, emboscaram uma viatura da PRM, na zona de fronteira entre Mocímboa da Praia e Palma, tendo mortos 3 agentes.


A PRM, no acto de perseguição dos atacantes, acabou matando pelo menos 16 supostos integrantes do grupo e capturados outros 12, alguns deles quando tentavam fugir para o vizinho distrito de Palma, com as respectivas armas.


A Polícia confirmou já a morte de 5 agentes seus, 2 dos quais no ataque as unidades policiais, e 3 numa emboscada.


Jonas Wazir



Jornal Notícias

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