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ANE em Sofala: Helena Taipo aponta indícios de desvios



A GOVERNADORA de Sofala, Maria Helena Taipo, considerou haver indícios de desvios na Administração Nacional de Estradas (ANE) na província, a julgar pela falta de transparência na adjudicação das obras do Estado, em violação à legislação.


A prática, de acordo com a governante, consistiu no pagamento de contratos na totalidade antes da execução das empreitadas, existência de empresas que ganham obras e não executam, atribuição de empreendimentos a empreiteiros sem capacidade financeira nem equipamentos e ainda falta de visitas de supervisão.


Como exemplo, falou da existência, no distrito de Machanga, de quatro obras de manutenção de rotina de estradas, avaliadas em mais de oito milhões de meticais, que beneficiaram do investimento do Fundo Nacional de Estradas, mas que ainda não foram executadas, numa altura em que já se está em plena época chuvosa.


Taipo adiantou que situação semelhante se verifica no distrito de Caia, onde as autoridades administrativas locais não estão devidamente informadas sobre o que se passa com as estradas, já adjudicadas e com pagamentos efectuados, mas sem sinais de obras.


Falando a jornalistas na quarta-feira, no posto administrativo de Divinhe, em Machanga, a governadora de Sofala reconheceu que a situação das estradas não reabilitadas afecta sobremaneira a comercialização de excedentes agrícolas dos camponeses.


A propósito, anunciou que vai tomar medidas contundentes para corrigir as situações.


Na sequência do encontro de emergência que manteve no local com o delegado da ANE de Sofala, Daniel Machaie, a governante revelou que o técnico foi evasivo quando questionado sobre o que está, efectivamente, a acontecer no sector.


Segundo Helena Taipo, o delegado da ANE assumiu que nunca controlou as obras no terreno, como é o caso da manutenção de rotina da Estrada Regional Divinhe/Cruzamento de Machanga, numa extensão de 70 quilómetros, avaliada em 5.739.681.02 meticais,  pagos em janeiro passado a Valentim Construções, que não está a cumprir as obrigações contratuais com o Estado.


“A ANE não está a desempenhar a sua tarefa e vai obrigar-nos a tomar decisões. Em Machanga foram investidos mais de oito milhões de meticais e nada se faz. Isto acontece também em Caia. O mais grave é que os empreiteiros não têm equipamentos, mas a lei obriga a que antes de adjudicarmos devemos ir aos estaleiros. Isto deixa-nos muito constrangidos e vamos responsabilizar a quem de direito. Sofala não merece esta forma de trabalhar”, sentenciou.


Entretanto, em contacto com o “Notícias”, Daniel Machaie refutou a existência de indícios de corrupção no sector.


Clarificou que nenhum valor é pago pela ANE ao empreiteiro sem o visto do Tribunal Administrativo.


Acrescentou que o desembolso não significa pagamento, e a manutenção de rotina não é reabilitação nem melhoramento localizado das secções críticas.


Defendeu ainda que o problema de fundo é que o país enfrenta uma crise financeira, pelo que a prioridade vai para a Estrada Nacional Número Um, que se apresenta degradada, sobretudo no troço Caia/Inchope.


HORÁCIO JOÃO



Jornal Notícias

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